terça-feira, 7 de abril de 2009

Paixão de torcedor

Hoje muitos acordaram felizes e outros tristes, na vida há muitos momentos em que a felicidade de muitos pode ser a tristeza de outros. É no amor, numa vaga de emprego, em um sorteio, são inúmeras as vezes que passamos por esse sentimento em nossas vidas. E ontem após o apito final de Leonardo Gaciba, o sentimento não foi diferente, e também como seria, estava se tratando de futebol, de dois grandes clubes que tem duas torcidas apaixonadas. Enquanto muitos soltaram o grito e comemoram o resultado do Gre-Nal, para outros aquele apito significou o fim, assim como para o técnico Celso Roth, que ontem terminou sua trajetória a frente da equipe do Grêmio. Já para o técnico Tite, do Inter, foi mais uma conquista, soma de vitórias e mais uma vez foi homenageado pela torcida colorada.
É a vida é assim, dias de glórias e dias tristeza e esse foi o sentimento dos torcedores da dupla Gre-Nal.
Mas, o que leva milhares de pessoas dedicarem 90 minutos de suas vidas para assistir uma partida de futebol, ficar na arquibancada, torcendo, vibrando com cada lance, cada tentativa de gol. São muitos os técnicos que se encontram nas arquibancadas, eles sempre escalariam a equipe de outra forma, xingam o árbitro, a mãe dele e tudo mais, quando o técnico erra vem aquele coro da torcida “burro, burro”, mas no mesmo instante se a equipe faz o gol ele já é o herói, vai entender esse sentimento que muda a cada instante.
O futebol é a paixão nacional, junta pessoas de diferentes tipos, todos unidos pela mesma paixão o futebol. Não importa se é homem, mulher, criança, adulto, idoso, branco, preto, mestiço, gordo, magro, feio, bonito, todos se misturam na arquibancada e gritam, vibram com sua equipe.
Ontem no Beira-Rio não poderia ser diferente pessoas unidas pela mesma paixão, o futebol, alguns vestindo, vermelho e branco, outros azul, preto e branco, as cores se misturam junto com as emoções. E foi o Grêmio quem deu a primeira alegria e esperança à torcida, Tcheco cobrou pênalti com perfeição, e a torcida colorada se calou a escutar o grito dos gremistas. Mas, Andrezinho fez com que os colorados levantassem da arquibancada e vibrassem dentro da sua casa, o gol de empate. E por coincidência ou não, os dois gols foram marcados de pênalti. E ali se encontrava o jogo empatado, as duas torcidas apoiando suas equipes, só na espera para ver quem iriam comemoram novamente. E um dia após o centenário do Inter, o experiente Índio completou a festa e marcou o gol da virada e da alegria dos colorados e a tristeza dos gremistas.
É futebol é assim, nem todos saem felizes pelo resultado, enquanto muitos saíram pelas ruas a gritar, “Vamo, vamo Inter”, outros pediam a saída do técnico Celso Roth, “Fora Roth, fora Roth”, mas essa paixão nunca irá acabar mesmo com derrotas, vitórias o amor continua e no próximo jogo a casa ta cheia.